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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010


A LUTA CONTINUA ATÉ ESTAREM ASSEGURADOS OS PRINCIPIOS PELOS QUAIS NOS BATEMOS

A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto, vai continuar a desenvolver as acções necessárias e a reclamar de forma determinada que o Mercado do Bolhão seja urgentemente reabilitado sem qualquer outro interesse que não seja o respeito pelo património constituído tanto pelo bem edificado como pela actividade económica e social das suas e seus comerciantes, compradores e visitantes.
Por isso, vamos estar vigilantes e atentos ao andamento do processo e exigir que o protocolo aprovado seja implementado de acordo com os princípios que continuamos a defender para a reabilitação do Mercado do Bolhão e para a Gestão futura deste Equipamento da Cidade, nomeadamente os seguintes:

1.O cumprimento do compromisso dos vários órgãos de poder para a reabilitação do Mercado do Bolhão, o mais urgente possível, tento em conta o seu estado de degradação;

2.A consulta regular sobre o projecto das obras de reabilitação a implementar no Mercado a fazer às Instituições representativas dos comerciantes e aos próprios comerciantes assim como a esta Plataforma;

3.A manutenção do mercado de frescos e do lugar para comércio de tipo tradicional;

4.A manutenção do Mercado do Bolhão, como Património Cultural Classificado;

5.A manutenção do Mercado do Bolhão como equipamento público e, portanto, como património municipal;

6.A abertura à inclusão de outras actividades e valências complementares às existentes que possam enriquecer e potenciar a actividade económico-social que se desenvolve no Mercado, actualizando-o e modernizando-o;

7.A manutenção de todos os comerciantes durante e após as respectivas obras de reabilitação.

8.A gestão Pública do Mercado do Bolhão.

VALE A PENA SEMPRE LUTAR!

Porto, 24 de Janeiro de 2009
A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O MiCporto e as eleições para a Câmara Municipal do Porto



Desde o passado dia 28 de Setembro, o MiCporto tem realizado com regularidade várias acções de distribuição do seu apelo

"FAZER DA CANDIDATURA DE ELISA FERREIRA UMA VITÓRIA DO PORTO"

No Bolhão, em Santa Catarina, na Batalha, na Praça, as pessoas têm recebido com curiosidade e agrado o folheto que apresenta as razões do apoio do MiCporto à candidatura autárquica de Elisa Ferreira. Aí se explica que:

"(...) É chegada a hora de unir todos os portuenses que não se revêem no desgoverno da cidade e que não aceitam o desprezo e a arrogância com que hoje são tratados os bens públicos, o património histórico e humano, "as ruelas e calçadas", as instituições populares e a participação democrática dos cidadãos. Já não há paciência para aguentar mais quatro anos aqueles que gerem a cidade como uma pista de carros ou de aviões, mas que desprezam os valores históricos e culturais tripeiros. A cidade está cada vez mais despovoada, cada vez mais insegura, cada vez mais dividida entre ricos e pobres, diminuída e sem voz no contexto regional, nacional e europeu."

"(...) Por isso é urgente unir todos aqueles que se orgulham do trabalho, da ciência, da cultura, do desporto, da arte e da solidariedade social que a Invicta ainda produz.

"É urgente e é possível fazer da candidatura de Elisa Ferreira uma vitória do Porto!"

terça-feira, 12 de maio de 2009

Um novo Movimento / Partido de esquerda faz ou não sentido?


Inquérito "Refundação da Esquerda"
Resultados do Inquérito
Um Novo Movimento/Partido de Esquerda em Portugal.
Faz ou não sentido?
Esta tem sido uma interrogação que tem atravessado uma parte do debate político em Portugal nos últimos tempos, sobretudo depois do sucesso bem marcado pelas candidaturas independentes de Manuel Alegre às Eleições Presidenciais e de Helena Roseta à autarquia Lisboeta e dos Encontros da Esquerda, no Teatro Trindade e na Aula Magna, nos quais muitos de nós participámos e nos envolvemos de forma cidadã.
(Extraído do Blogue de Almeirim.Veja o texto completo aqui)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Manifesto "BOLHÃO": o que pensam os candidatos autárquicos?

(faça click sobre a foto para saber mais)
O desafio está lançado!
A Plataforma de Intervenção Cívica do Porto promoveu no passado sábado, dia 2 de Maio, a apresentação pública do Manifesto “BOLHÃO" que, mantendo o mercado de frescos, propõe para aquele espaço um conjunto integrado e harmonioso de valências que o tornem num centro de:
. Desenvolvimento Económico;
. Desenvolvimento do Comércio Tradicional e do Turismo;
. Animação Cultural e Recreativa;
. Revitalização da “Baixa”.
Cabe aos portuenses conhecerem e pronunciarem-se sobre a proposta, mas será bom que as diversas candidaturas aos órgãos autárquicos da cidade (Câmara, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia) "não assobiem para o lado" e se pronunciem clara e atempadamente sobre ela, assumindo as correspondentes responsabilidades!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Trabalho, Emprego e Crise Social: que alternativas?



No passado dia 18 de Abril, o MICporto organizou no Círculo Católico de Operários um debate sobre Trabalho, Emprego e Crise Social. Foram convidados todos os partidos parlamentares, a CGTP e a UGT. Estiveram presentes representantes do BE (Alda Macedo), do PS (Jorge Strecht), do CDS (Cecília Meireles) e da CGTP (Carvalho da Silva). Não mais do que 20 pessoas participaram...! E foi pena, tão escassa assistência...! Porque o debate foi debate, caloroso, inteligível, sem truques comicieiros e num tom envolvente.
O Código Laboral foi bem defendido e bem atacado. Pela primeira vez no Porto, através de alguns dos seus principais protagonistas, foram explicados os compromissos políticos e sociais que o envolveram, foram-lhe enaltecidas as virtudes e denunciados os alçapões. Mas, mais importante do que debater o código em si, foi a possibilidade dos que lá estavam reflectirem sobre o significado actual do trabalho e do não-trabalho, num tempo de crise estrutural do capitalismo e sem alternativas à vista.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Um ano de luta em defesa do Mercado do Bolhão

Sobretudo para aqueles que trabalham diariamente no, e para, o Mercado do Bolhão, o ano de 2008 vai ficar marcado, nas suas histórias de vida, como um ano para recordar. Ameaçados de expulsão por um projecto camarário que visava transformar o mercado em mais um "shopping" sem rosto nem alma, os vendedores e comerciantes ousaram resistir, souberam organizar-se, apresentaram alternativas e conseguiram vencer as sucessivas batalhas. O processo, em que a defesa dos seus interesses e direitos tem sido exemplar, só terminará quando a requalificação dos espaços, a segurança do edifício, o financiamento da obra e o modelo de gestão estiverem concretizados.
Mas este processo não é exemplar apenas para os vendedores e comerciantes. É-o também para a própria cidade e para os portuenses em geral. Por várias razões: porque tem sido capaz de despertar "o inconsciente colectivo" para a urgência da defesa do património histórico-cultural ameaçado; porque tem demonstrado, na prática, a possibilidade de congregar apoios e unir organicamente as pessoas em torno de objectivos claros e escrutinados; porque tem provado que o poder dos cidadãos não se esgota nas eleições.
(para conhecer o balanço e as perspectivas do processo, clique aqui)