Na sequência das eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009, que para o executivo municipal do Porto foram ganhas por maioria absoluta pela coligação PSD/PP, o Partido Socialista fez eleger os seguintes 14 deputados municipais e 6 presidentes de Junta de Freguesia:Teresa Lago, Pedro Abrunhosa, Gustavo Pimenta, Isabel Cardoso Ayres, Rodrigo Oliveira, Jorge Martins, Palmira Macedo, Abílio Santos, Piedade Valada, Nicolau Pais, Joel Azevedo, Ana Pereira, Fernando Moreira, José Ribeiro e Vítor Arcos (Presidente da J.F. de Aldoar), Fernando Amaral (Presidente da J.F. de Campanhã), Cecília Sampaio (Presidente da J.F. de Miragaia), Jerónimo Ponciano (Presidente da J.F. de S. Nicolau), José Teixeira (Presidente da J.F. da Sé) e Fernando Oliveira (Presidente da J.F. da Vitória).
Estes vão ser, na "Casa da Democracia" portuense, os primeiros responsáveis pela defesa do programa da candidatura "Porto para Todos" que foi protagonizada pela Elisa Ferreira. Nesse programa, amplamente participado e discutido por uma boa parte da população, foram assumidos compromissos políticos que ninguém pode esquecer ou menorizar: lutar pela revitalização económica do Porto, através do reforço de medidas que criem coesão social e dinamizem a cidade nos domínios da habitação, da cultura, da educação, da ciência, da criatividade e do património. Nenhuma benesse ou interesse particular, nunhuma migalha de poder prometida pelo vencedor, pode justificar o não cumprimento daqueles compromissos. Por isso, não se pode entender nem aceitar que, já por mais de uma vez em votações secretas (voto em urna), haja quem, de entre os eleitos pelo PS ou seus substitutos, não honre aqueles compromissos e vote com a direita (com a coligação PSD/PP) sem ter a coragem de dar a cara e proceder à respectiva declaração de voto. Cabe aos eleitores avaliar esses comportamentos e julgá-los nas próximas eleições.

Da memória, de quando falava e quando escrevia, manuscritos curtos, que alguns pretendiam inscrever na tipologia das crónicas…


O Outono não permite risos no jardim. Também não há jardim. Ficaram-me, tortos no entendimento, “os caminhos que se bifurcam e um labirinto e aquela mulher que se me deu e, ainda como no princípio do século vinte, absinto. O Outono é a minha redenção, olhando os meus pés nus de Portinari pendurado, procurando entre todos os bolsos um elemento literário. Um deles, dos bolsos, com um possível forro em cetim, furado. Enganado. O elemento literário soluçante e esganado. E, depois as nuvens, o açúcar, a pertinaz recordação da meninice, surripiado. Uma esfera, uma bola, uma espera. A mancha do sangue seco na camisa de uma guerra que chorei e lembro-me de ti. E sei que sou eu, quando, especado no sofá velho, velho compêndio de física nas mãos, digo tu. E aí quero contar-te de chacinas de sentimentos, das coninbricences lições, e de, como intuitivo, sei como a matéria se estrutura, o tempo dura, a morte irrompe calma e branca como frio quente das libertações.